Louvores ao Rei (Antigo)
275

As Searas Brancas

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1

Eis as searas já brancas, maduras,
Vede os grãos de âmbar já a tremular:
Eis a voz do Senhor com ternura
Os ceifeiros à ceifa a chamar.

2

Quem, pois, a meu Mestre responde:
“Eis-me aqui, eu vou, Senhor”?
Oh! Quem a ceifar se consagra,
Com esforço, com fé , com amor?

3

Do semear a sazão é passada,
E chegou a estação outonal;
Do Senhor eis a instante chamada:
Acudi à colheita final.

4

Quem, pois, a meu Mestre responde:
“Eis-me aqui, eu vou, Senhor”?
Oh! Quem a ceifar se consagra,
Com esforço, com fé , com amor?

5

Oh! os dias da ceifa bendita
Cedo findam e não voltarão!
Logo a noite por Cristo predita
Sobre a terra vira qual ladrão.

6

Quem, pois, a meu Mestre responde:
“Eis-me aqui, eu vou, Senhor”?
Oh! Quem a ceifar se consagra,
Com esforço, com fé , com amor?

7

Quão gozoso afinal o ceifeiro,
Juntamente com o semeador,
Receber vai o prêemio do obreiro
Lá na glória do seu Salvador.

8

Quem, pois, a meu Mestre responde:
“Eis-me aqui, eu vou, Senhor”?
Oh! Quem a ceifar se consagra,
Com esforço, com fé , com amor?