Louvores ao Rei (Novo)
471

Saudades do Lar

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1

Almejo o lar, paterno lar amado,
Ao peito de Jesus estar;
Do mundo longe, 
e de seu vil pecado,

2

No lindo, eterno e doce lar.
Com mil desejos,
eu entrei na lida;

3

Um só, de todos,
resta em minha vida.
Meu peito arde em forte desejar:
“Almejo o lar, almejo o lar!”

4

Desejo o lar, desejo o lar,
Desejo o lar,
o lindo, eterno lar.

5

Saudoso, canto aqui,
em triste exílio:
“Eu quero ir ao doce lar.”

6

Almejo o lar;
eu vi em doce sonho
Melhor, mais bela pátria, além.
Moradas em que
tudo me é risonho;

7

Refulge a glória e todo o bem.
Da primavera, 
as flores se murcharam,

8

As aves já seu
ninho abandonaram,
E a alma geme em triste suspirar:
“Almejo o lar, almejo o lar!”

9

Desejo o lar, desejo o lar,
Desejo o lar,
o lindo, eterno lar.

10

Saudoso, canto aqui,
em triste exílio:
“Eu quero ir ao doce lar.”

11

Almejo o lar;
o barco busca o porto,
As águas do regato, o mar;
O filho vem da mãe
ao seio, absorto;

12

Também eu quero descansar.
Cantei na paz, chorei na desventura,

13

Mas, afinal, 
o eco só perdura,
Qual voz dolente, 
além, a soluçar:
“Almejo o lar, almejo o lar!”

14

Desejo o lar, desejo o lar,
Desejo o lar,
o lindo, eterno lar.

15

Saudoso, canto aqui,
em triste exílio:
“Eu quero ir ao doce lar.”