Quando inda a vida eu tinha em flor,
Na mocidade vã,
Nos dias sem cuidado e dor
De vida folgazã,
Eu vi ao suave anoitecer,
De joelhos minha mãe,
E num suspiro ouvi-lhe, então,
Meu nome na oração
Meu nome na oração,
meu nome na oração;
Ouvi dos lábios de mamãe,
ouvi meu nome na oração.
Não dei então nenhum valor
A prece de mamãe;
Mas comoveu-me o coração
Sentir-lhe o grande amor
E quando a vida se tornou,
Repleta de amargor,
Eu almejei ouvir, em vão,
Meu nome na oração.
Meu nome na oração,
meu nome na oração;
Ouvi dos lábios de mamãe,
ouvi meu nome na oração.
Eu prossegui, sem atender
À terna voz de Deus
Que me queria converter,
Levar-me ao seio Seu;
Mas quando o meu pecado vi,
Perdido me senti;
Feliz me foi lembrar então,
Meu nome na oração.
Meu nome na oração,
meu nome na oração;
Ouvi dos lábios de mamãe,
ouvi meu nome na oração.
Aquele aflito coração
Na terra a muito jaz,
Mas traz-me ainda sempre paz
Lembrar-me sua oração;
E enfim nós ambos lá no céu,
Havemos de louvar
O Grande amor que não tem par,
E ouvir a oração.
Meu nome na oração,
meu nome na oração;
Ouvi dos lábios de mamãe,
ouvi meu nome na oração.