Levando as almas à decisão final
“Multidões, multidões no Vale da Decisão! Porque o dia do Senhor está perto, no Vale da Decisão”
Joel 3:14
Aquele que faz da eloquência o mais elevado objetivo em suas pregações, faz com que o povo esqueça a verdade que está misturada com sua oratória. Assim que passar a emoção, ficará demonstrado que a Palavra de Deus não se firmou na mente, nem os ouvintes cresceram em entendimento. Podem falar acerca da eloquência do ministro em termos cheios de entusiasmo, mas não foram em nada levados mais perto da decisão. Falam do sermão como o fariam de uma peça de teatro, e do ministro como o fariam de um ator. Eles poderão voltar a escutar esses discursos, mas sairão dali sem haver recebido impressão nem alimento.
Não é de discursos floreados que se necessita, nem de um jorro de palavras sem significado. Nossos ministros devem falar de maneira que ajudem o povo a aprender a verdade vital. — Obreiros evangélicos, pp. 153 e 154.
Existem em toda congregação almas vacilantes, quase convencidas a se dedicarem inteiramente a Deus. A decisão está sendo feita para o presente e para a eternidade; mas com muita frequência ocorre que o ministro não possui no próprio coração o espírito e o poder da mensagem da verdade, por isso não faz apelos diretos às almas que tremem na balança. O resultado é que as impressões não se aprofundam no coração dos convictos; e saem da reunião sentindo-se menos inclinados a aceitar o serviço de Cristo do que quando ali chegaram. Decidem esperar oportunidade mais favorável. No entanto, essa oportunidade nunca chega. — Testemunhos para a igreja, vol. 4, p. 447.